Colunas de domingo - 10.04.11

Filosofia domingueira

"Se você não encontrar a sua metade da laranja, não desanime... Encontre sua metade do limão, adicione açúcar, pinga e gelo e seja feliz!"

De passagem



Receita de como se destruir um lar (olhe acima)

Clássicos do samba



Essa é pra ir em Paca, trazer seis "guaranás", afastar o sofá, e botar o samba pra 'girar'!

City Autos



Me, myself and my books

"Mesmo depois do golpe militar, não havia tanto motivo assim para aderir a guerrilhas. Apesar de a ditadura ter começado em 1964, até 1968, o governo tinha de levar as leis para serem apreciadas no Congresso e as pessoas podiam responder processos criminais em liberdade. Esperava-se que os militares logo promovessem eleições, ainda que indiretas, o que poderia restabelecer o governo civil.

O regime só endureceu de verdade em dezembro de 1968, com o Ato Institucional número 5. O Congresso Nacional foi fechado, o Executivo pôde governar arbitrariamente por meio de decretos-lei e o habeas corpus deixou de existir. O governo poderia prender e manter pessoas presas na cadeia sem explicar por quê. Para justificar essa radicalização, os militares usaram um argumento fácil: era preciso manter a ordem. Durante a reunião de 13 d setembro de 1968, em que os ministros aprovaram o AI-5, a palavra "ordem", no sentido de tranquilidade pública, é citada 23 vezes nos discursos. quem lê esses pronunciamentos hoje fica com a impressão de que 1968 foi uma desordem assustadora. É verdade. de janeiro a dezembro daquele ano, guerrilheiros praticaram pelo menos vinte assaltos abanco e a automóveis, execuções, ataques a quartéis e atentados a bomba que resultaram em nove mortes e causaram ferimentos em soldados, seguranças de banco, motoristas e até pessoas que passavam pela rua.

Em março de 1968, o estudante Orlando Lovecchio Filho, então com 22 anos, foi atingido por uma bomba instalada na porta da biblioteca do consulado americano, em São Paulo. Ele tinha acabado de estacionar o carro e subia para seu apartamento quando viu fumaça numa caixa de papelão enrolada com papel isolante. assim que se virou de costas para avisar a segurança do prédio - o Conjunto Nacional, na Avenida Paulista - a caixa explodiu. Orlando foi atingido por oitenta estilhaçõs e teve o terço inferior da perna esquerdaa mputado. Também ficou como suspeito de ter instalado a bomba até 1992, quando o artista plástico Sergio Ferro, radicado na França, admitiu ter participado daquele ataque com alguns colegas da Faculdade de Arquitetura da USP."


Lenadro Narloch, no seu Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, ed. Leya, narrando o outro lado, também violento, do regime militar, e que pouco aparece nos livros de história.

Mais de 1 milhão

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