E agora é diferente, Wagner?

Em 2001, a população baiana enfrentou os mesmos problemas durante greve da polícia militar. Arrastões, ataques, assaltos, lojas saqueadas e assassinatos. Na época, a Bahia era governada pela direita, com César Borges sob o comando de ACM, o cabeça branca.

A esquerda atacou o governo e defendeu o direito de policiais fazerem paralisações. Matéria publicada pela Folha de S. Paulo destacou declaração do então presidenciável petista Luiz Inácio Lula da Silva, que acusou o governo da Bahia de ter provocado a violência, saques e arrastões durante a greve da Polícia Militar para enfraquecer o movimento.

"Acho que, no caso da Bahia, o próprio governo articulou os chamados arrastões para criar pânico na sociedade. O que o governo tentou vender? A impressão que passava era a de que, se não houvesse policial na rua, todo baiano era bandido", disse Lula, na ocasião.

"Minha tese é que todas as categorias de trabalhadores que são consideradas atividades essenciais só podem ser proibidas de fazer greve se tiverem também salário essencial. Se considero a atividade essencial, mas pago salário mixo, esse cidadão tem direito a fazer greve", incitou Lula.

E agora? É diferente? Ao que parece, os grevistas, considerados heróis em 2001, são vistos pelos mesmos petistas como os bandidos de hoje.

Do Teia de Notícias

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